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“O que eu pretendo fazer é tornar a cultura um activo económico”

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A frase “o que eu pretendo fazer é tornar a cultura um activo económico” foi dita com convicção. Numa entrevista que durou mais ou menos uma hora, feita para este jornal e para o programa Artes e Letras da Stv Notícias, a Ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula, partilhou o que pensa para o sector que dirige, sobretudo nesta época em que os artistas e os turistas devem estar recolhidos. Sem deixar de se referir ao que lhe ocorreu quando foi convidada a assumir as suas novas funções, a Ministra, igualmente, comprometeu-se em fazer de tudo para suprir as necessidades dos artistas e garantir o apoio de que precisam. Paralelamente, Eldevina Materula disse que quer criar condições para que o turismo moçambicano possa acontecer em todos os sectores de mais variadas formas. Há 30 anos, iniciou o seu percurso no universo das artes. Hoje é uma reconhecida oboísta que colabora com várias orquestras da Europa, América, Ásia e África. Foi nessa condição que recebeu a ...

Moçambique deverá acelerar crescimento económico este ano

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O CRESCIMENTO económico de Moçambique deverá acelerar para 4,2% em 2020, depois de em 2019 se ter limitado a 1,0%, devido ao impacto causado pela passagem de dois ciclones, Idai e Kenneth, que causaram grandes danos humanos e materiais nas Zonas Centro e Norte do país, segundo o mais recente relatório sobre o país da Economist Intelligence Unit. O crescimento a registar-se este ano ficará, segundo a publicação, a dever-se aos trabalhos de reconstrução dos estragos causados pelos dois ciclones e pelo início do investimento na exploração dos depósitos de gás natural existentes na bacia do Rovuma, no Norte do país. “Este investimento fará com que a economia cresça à taxa média de 7,8% por ano no período de 2021/2024”, pode ler-se, sendo que as taxas previstas para o crescimento económico no período são de 6,5% em 2021 e 2022,8,1% em 2023 e 9,9% em 2024. O mesmo documento citado pela Macauhub, menciona que a taxa de inflação tenderá a crescer ao longo do intervalo considerado, sit...

O miserabilismo como fonte de riqueza odiosa

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Por: Egidio Vaz A pobreza de dados estatísticos sobre Moçambique é responsável por posicioná-la em lugares finais dos rankings mundiais. Associado a este facto está igualmente o negócio da pobreza, que consiste no empobrecimento consciente de Moçambique em várias narrativas de diversos organismos multilaterais e até de estados hegemónicos. Tal acontece por dois motivos: Primeiro, por razões de “proteção do emprego” dos seus funcionários (mais pobreza significa mais técnicos e mais dinheiro em projectos e programas nesse país ao passo que menos pobreza significa diminuição de dinheiro e por isso de empregos). Por exemplo, quando os países apoiantes ao orçamento do estado fecharam as portas a Moçambique no quinquénio prestes a terminar, esse dinheiro não saiu de Moçambique nem o caudal dos funcionários diminuiu. Através de artimanhas internas de cada estado ou organismo, o sistema reorientou o dinheiro paras as ONG Internacionais funcionando em Moçambique ou para as ONGs loca...

Moçambique volta a beneficiar do “Compacto” do Millennium Challenge Corporation

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Doze anos depois Moçambique voltará a beneficiar de fundos do Millenium Challenge Corporation para apoiar programas de desenvolvimento sectorial. A decisão agência de assistência externa dos Estados Unidos da América, foi anunciada nesta segunda-feira. Na sua reunião trimestral, realizada nesta segunda-feira em Washington, o Conselho de Administração da Millennium Challenge Corporation (MCC) selecionou Moçambique para um novo pacto. Trata-se de um programa através do qual Moçambique vai receber fundos para financiar actividades de redução da pobreza. O valor a ser alocado ainda não foi revelado, contudo, através de um comunicado divulgado na sua página electrónica, o MCC diz que o novo programa terá a duração de cinco anos e os investimentos serão direccionados para o crescimento económico. O MCC fornece doações a países em desenvolvimento que respondam a padrões rigorosos de boa governação, combate à corrupção e respeito aos direitos democráticos. Moçambique beneficiou, e...

Joseph Stiglitz considera que gestão estratégica é fundamental no desenvolvimento de Moçambique

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O Nobel da Economia 2001 foi o segundo participante desta terceira edição do MOZEFO a intervir na cerimónia de abertura realizada na Arena 3D, na Katembe, cidade de Maputo. Para Joseph Stiglitz, que se debruçou sobre o tema “Moçambique e o futuro: caminhos para o desenvolvimento sustentável”, o país, num contexto de descobertas de importantes recursos no em Cabo Delgado, deve optar por uma gestão estratégica e inclusiva dos mesmos de modo a alcançar a prosperidade. Segundo Stiglitz, Moçambique deve pensar num crescimento de qualidade, inclusivo, buscando conhecimento em países que são referência no capítulo da exploração de recursos naturais como gás. Assim, avançou o Nobel da Economia 2001, será possível para os moçambicanos fazerem dos recursos naturais que possuem uma bênção no alcance do bem-estar da população. Na sua intervenção, Joseph Stiglitz também sugeriu que para Moçambique esta é a altura de pensar como obter o que a Ásia conseguiu com a manufactura no passado. A p...