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Filipe Nyusi diz que Mário Machugo deixa legado de entrega ao trabalho

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Mário Machungo foi um profissional comprometido com a luta pela “justiça, liberdade e igualdade, bem como um defensor acérrimo da independência política e económica de Moçambique”, de acordo com o Presidente da República. Filie Nyusi disse que algumas dessas qualidades o malogrado herdou do seu pai, que também fora um “profissional profundo, cheio de rigor e plena responsabilidade”. Ao antigo Primeiro-Ministro e também deputado da Assembleia Popular de Moçambique, nasceu a 01 de Dezembro de 1940, em Chicuque, na cidade da Maxixe, província de Inhambane. Morreu aos 79 anos, em Lisboa, capital portuguesa. “Perdemos um nacionalista convicto, um exímio economista, um lutador pela justiça, liberdade e igualdade, bem como um defensor acérrimo da independência política e económica de Moçambique”, destacou o Chefe de Estado. Filipe Nyusi disse que o Governo acompanhou “atentamente a batalha” que Mário Machungo “trava contra a doença”, até que a 17 de Fevereiro corrente não pôde mais...

O “gestor” das transformações económicas no pós-independência

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A 1 de Dezembro de 1940, a cidade da Maxixe testemunhava o nascimento de Mário Fernandes da Graça Machungo. Já na década de 50, na então Lourenço Marques, o jovem estudante Mário Machungo já se indignava e participava em movimentos anticoloniais. “A discriminação racial e as injustiças eram algo que estávamos contra no âmbito no Núcleo de Estudantes Secundários Africanos em Moçambique e Mário Machungo era volgal”, explica Joaquim Chissano, antigo Presidente da República, que desempenhou função de Presidente daquele núcleo. Na década de 60, Machungo deixa o país e vai estudar para Portugal, onde forma-se em economia no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras da Universidade Técnica de Lisboa. E em Lisboa espírito de combatente na clandestinidade manteve-se. “Ele vinha ao lar onde eu e Pascoal Mucumbe estávamos e ficava maravilhado quando falávamos do sonho de liberdade”, acrescenta Chissano. É essa sede por liberdade que em Portugal o torna mais uma vez líder de m...

Mário Machungo vai a enterrar esta segunda-feira em Maputo

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O País despede-se, hoje, do  antigo Primeiro-Ministro, Mário Machungo, cujo funeral será realizado à tarde no Cemitério de Lhanguene, na cidade de Maputo. Depois do velório que terminará por volta das 14 horas, a urna seguirá para o  Cemitério de Lhanguen e, onde os restos mortais repousarão, uma cerimónia a iniciar as 15 horas. O Presidente da República participa das exéquias, antecedidas de velório no Paços do Conselho Municipal da Cidade de Maputo. Para além do Chefe do Estado, participam do velório de Mário Machungo, membros do Governo, titulares de órgãos de soberania, familiares e antigos colegas. Frelimo Unidos, Fazemos Moçambique Desenvolver

“Mário Machungo foi peça importante na construção da economia do país”

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O antigo Presidente da Assembleia da República, Eduardo Mulémbwè e o antigo primeiro-ministro, Aires Ali lamentam o desaparecimento físico do colega de trabalho Mário Machungo. Para os antigos governantes, Machungo foi uma figura determinante na construção do país. Exemplo disso foi a sua liderança na implementação do programa de reabilitação económica. Por sua vez, o antigo Governador da província de Maputo, Raimundo Diomba que na altura em que Mário Machungo ocupou o cargo de primeiro-ministro, estava nas operações militares, diz ter recebido muito apoio em termos logísticos para que as forças militares resistissem. A partir da meia-noite do dia 23 de Fevereiro, o país vai observar dois dias de luto em memória ao antigo primeiro-ministro, falecido a 17 de Fevereiro. Frelimo Unidos, Fazemos Moçambique Desenvolver