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O “gestor” das transformações económicas no pós-independência

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A 1 de Dezembro de 1940, a cidade da Maxixe testemunhava o nascimento de Mário Fernandes da Graça Machungo. Já na década de 50, na então Lourenço Marques, o jovem estudante Mário Machungo já se indignava e participava em movimentos anticoloniais. “A discriminação racial e as injustiças eram algo que estávamos contra no âmbito no Núcleo de Estudantes Secundários Africanos em Moçambique e Mário Machungo era volgal”, explica Joaquim Chissano, antigo Presidente da República, que desempenhou função de Presidente daquele núcleo. Na década de 60, Machungo deixa o país e vai estudar para Portugal, onde forma-se em economia no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras da Universidade Técnica de Lisboa. E em Lisboa espírito de combatente na clandestinidade manteve-se. “Ele vinha ao lar onde eu e Pascoal Mucumbe estávamos e ficava maravilhado quando falávamos do sonho de liberdade”, acrescenta Chissano. É essa sede por liberdade que em Portugal o torna mais uma vez líder de m...