FMI aprova empréstimo de USD 309 milhões para Moçambique usar no combate à COVID-19

O Fundo Monetária Internacional (FMI) aprovou, ontem, um
financiamento para Moçambique de 309 milhões de dólares americanos que o
país deverá reembolsar com uma taxa de juro zero, ou seja, sem juros
num período de 10 anos.
O valor aprovado, ontem, pela Comissão Executiva do FMI faz parte do
pacote de financiamento daquela instituição denominado Facilidade Rápida
de Crédito (RCF, na sigla inglesa), sendo que neste caso específico
visa ajudar Moçambique a satisfazer as necessidades urgentes que estão a
surgir devido à COVID-19.
De acordo com o comunicado de imprensa do FMI, o valor começa a ser
pago, praticamente, a partir de finais de 2025. Trata-se de um período
em que se espera que Moçambique já esteja a produzir gás natural na
Bacia do Rovuma, província nortenha de Cabo Delgado. Isso quer dizer que
Moçambique terá um período de graça, ou seja, de não pagamento do
crédito desembolsado pelo Fundo Monetário de cinco anos e meio.
“As perspectivas macroeconómicas enfraquecidas e a deterioração da
situação fiscal criaram necessidades urgentes de financiamento externo e
fiscal. O apoio financeiro do FMI contribuirá substancialmente para o
cumprimento dos aumentos necessários nas despesas de saúde e outras
redes de segurança social”, indica a nota do FMI.
Citado no comunicado de imprensa, Tao Zhang, Director Executivo
Adjunto do FMI e Presidente, fala do impacto esperado do novo
Coronavírus no país e da importância do financiamento.
“Espera-se que Moçambique seja afectado significativamente pela
pandemia do COVID-19, interrompendo uma recuperação nascente após dois
poderosos ciclones tropicais que ocorreram em 2019. O Apoio financeiro
de emergência do FMI no âmbito da Facilidade Rápida do Crédito, acoplado
com o financiamento adicional em donativos que ajudará a catalisar,
contribuirá para atender as necessidades urgentes da balança de
pagamentos de Moçambique geradas pela pandemia”.
Na nota, o FMI refere ainda que a prioridade imediata das autoridades
moçambicanas é limitar o impacto da pandemia e preservar a estabilidade
macroeconómica e financeira.
“Dado o limitado espaço fiscal e a elevada dívida pública de
Moçambique, o apoio externo adicional, preferencialmente na forma de
donativos e empréstimos altamente concessionais, também é necessário
urgentemente para atender as elevadas necessidades de financiamento do
país e aliviar os encargos financeiros da pandemia. A participação na
iniciativa de suspensão da dívida do G20 proverá recursos adicionais
para o combate à pandemia enquanto limita a deterioração dos indicadores
de liquidez da divida de Moçambique no curto prazo”, aponta a nota.
Por fim, o Fundo Monetário Internacional recomenda que as autoridades
moçambicanas evitem a corrupção e o uso indevido do valor do
financiamento de emergência.
Para que tal aconteça, o FMI exige a publicação dos grandes contratos
públicos de procurement e a realização e publicação de auditorias do
uso dos fundos.
Além deste financiamento, o Fundo Monetário Internacional anunciou há cerca de 10 dias, um perdão da dívida do país de 15 milhões de dólares que devia ser paga entre 14 de Abril e 13 de Outubro deste ano. Tal alívio da dívida é classificado como donativo pelo FMI e também visa ajudar o país no combate à COVID-19.
Além deste financiamento, o Fundo Monetário Internacional anunciou há cerca de 10 dias, um perdão da dívida do país de 15 milhões de dólares que devia ser paga entre 14 de Abril e 13 de Outubro deste ano. Tal alívio da dívida é classificado como donativo pelo FMI e também visa ajudar o país no combate à COVID-19.
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