Ernesto Jamisse: “ficar em casa é uma grande arma”
Suspensões, cancelamentos, incertezas e um medo que travou a bola
em quase todas as quadras do mundo: novo coronavírus. Os cestos, as
tabelas, os lançamentos exteriores, desarmes de lançamento e afundanços
cederam ao vazio e silêncio nas quadras ou mesmo pavilhões. Tudo parou,
inclusive em Portugal, onde o moçambicano Ernesto Jamisse Nhalungo
desenvolve a actividade de treinador principal de basquetebol das
camadas de formação Quinta dos Lombos e adjunto dos seniores femininos.
Nota prévia: como muitos, (a)firmou-se lá nas bandas da Matola, onde
emergiram notáveis da modalidade da bola ao cesto quais Victor
“Tototi” Tamele, Fernando “Nandinho” Manjate, Gerson “Gone” Novela,
entre outros. Para muitos, é Ernesto Jamisse Nhalungo. Para poucos,
senão mesmo para praticantes e aficcionados do basquetebol, “Coah
Doggy”. Seja como for, teve um percurso interessante que começou com
uma passagem pelo Matolinhas, onde trabalhou com o malogrado Tívio
Chongo.
Porque, nele, sempre habitou um potencial, o metódico Nasir “Nelito”
Salé endereçou-lhe um convite para integrar o projecto de formação da
extinta equipa de basquetebol da Liga Muçulmana, campeã africana em
2012, em Abidjan, Costa do Marfim.
Ernesto Jamisse aportou, depois, na baixa da capital do país,
precisamente, no clube Ferroviário de Maputo onde trabalhou de 2013 a
2017. Neste clube ganhador e dominador no actual panorama do basquetebol
moçambicano, trabalhou nos iniciados “A”, “B” E “C” , juvenile “B”
antes de chegar aos juniores. A uma velocidade de cruzeiro, cresceu e
trabalhou com Mabê na equipa “A” de basquetebol do Ferroviário.
Contam passagens pela selecção da província de Maputo nos Jogos
Desportivos Escolares de 2011, tendo ficado em quinto lugar, assim como a
conquista em 2013 do extinto torneio inter-escolar Básket Show pela
Escola Secundária Zona Verde.
Passou ainda pela selecção feminina sub-16, na qualidade de adjunto
de Lucilia Caetano. Facto curioso, “Coach Doggy” alimentou uma página na
rede social “facebook” intitulada “Pai do basquetebol” que, na altura,
despertou atenção do português José Leite, ele que não só é empresário
como também treinador. Foi, de resto, numa destas incursões pelo mundo
empresarial que se deslocou à Moçambique onde conheceu Ernesto Nhalungo.
Surgiu, então, o convite para fazer um curso de nível I em Portugal,
concretamente na margem sul.Já em terras lusas, trabalhou como treinador
principal de sub-16 feminino e adjunto de senior, isto nas três
primeiras temporadas. Porque o sucesso lhe persegue, foi campeão pelos
sub-14 da equipa do Quinta dos Lombos. E, depois, açambarcou o título de
campeão distrital de basquetebol de Lisboa ao nível dos sub-14.
É esta figura que, em 2018, levou Moçambique ao segundo lugar no
"Afrobasket" sub-18 e consequente qualificação inédita para o Campeonato
do Mundo da categoria que hoje por hoje faz sucesso em Portugal. Pese,
nesta altura, o facto de estar sem acção por via da pandemia do novo
coronavírus que forçou a suspensão de actividades desportivas devido à
pandemia do novo coronavírus.
Sem possibilidade de fazer o que mais ama e lhe dá prazer, Ernesto
Jamisse Nhalungo cumpre a quarentena domiciliar, em Portugal, acatando
todas as recomendações das autoridades de saúde. “Eu estou muito bem.
Tenho tomado todas medidas contra o coronavírus. Eu tenho tido uma
rotina que me dá conforto. Faço exercícios, limpeza e preparo as
refeições", explicou “Coach Doggy”.
Neste período de confinamento social, “Coach Doggy” diz que a pandemia do novo coronavírus veio reforçar o sentido e conceito de família: “Eu gostaria que soubessem que a verdadeira felicidade está em casa entre a alegria da família”.
Ernesto Jamisse Nhalungo apelou ainda a todos os moçambicanos a acatarem as recomendações das autoridades de saúde. Só assim, sublinha, é que se pode vencer esta pandemia porquanto a prevenção é a melhor arma.
Neste período de confinamento social, “Coach Doggy” diz que a pandemia do novo coronavírus veio reforçar o sentido e conceito de família: “Eu gostaria que soubessem que a verdadeira felicidade está em casa entre a alegria da família”.
Ernesto Jamisse Nhalungo apelou ainda a todos os moçambicanos a acatarem as recomendações das autoridades de saúde. Só assim, sublinha, é que se pode vencer esta pandemia porquanto a prevenção é a melhor arma.
“Nós sabemos que a crise tomou conta do mundo. Mas nós temos uma arma
muito grande: ficar em casa e tomar as medidas de prevenção. Vamos
encarar este tempo como um intervalo da vida e oportunidade para pensar e
repensar. E, depois disto, seremos mais evoluídos. Acreditem, vai
passar mas a hora de fazer é agora. Não podemos ter medo, mantenham-se
em casa".
Frelimo
Unidos, Fazemos Moçambique Desenvolver

Comentários
Enviar um comentário