DENTRO E FORA DO PAÍS: Desempenho dos bolseiros à altura do investimento
O
RIGOR na monitoria dos estudantes bolseiros pelo Instituto de Bolsas de
Estudo(IBE), bem como o seu cometimento em cumprir as condições
impostas no processo da candidatura determinam o bom desempenho.
O
facto, de acordo com o director-geral do IBE, Octávio de Jesus, faz com
que o investimento feito pela instituição que dirige esteja à altura
dos resultados demonstrados pelos beneficiários.
De
Jesus, que falava em entrevista ao “Notícias”, a propósito da situação
dos estudantes bolseiros moçambicanos, de modo particular, mencionou
como prova do bom desempenho o facto de entre 80 e 85 por cento dos
beneficiários concluírem a sua formação com sucesso e parte
significativa, senão a totalidade, ter inserção no mercado de trabalho.
“O
Instituto participa de forma activa na formação de quadros com garantia
de conclusão,pois, quando o estudante entra neste processo de bolsa de
estudo, nós controlamos. Ele sabe que, por qualquer desvio, perde a
bolsa e se perde a bolsa é uma frustração para ele, seus pais que estão
na expectativa de o ver formado e para nós que teremos investido em
vão”, exemplifica.
Porém,
referiu-se a bolseiros que não chegam ao fim da formação, explicando
que as razões frequentes destes casos têm sido problemas familiares de
força maior, casamentos, doenças e situações de morte dos candidatos.
Em
relação ao impacto da Covid-19 nos estudantes,de um modo geral,e nos
bolseiros,em particular, Octávio de Jesus fala da necessidade de os
gestores participarem activamente na prevenção, cumprindo e fazendo
valer o que é recomendado pelas autoridades competentes, de modo a não
se abrir espaço para a eclosão da doença e consequente procura da cura,
que ainda não existe.
O
exemplo de que é possível contornar o mal apenas com medidas de
prevenção,quando seguidas a risca,pode ser, na óptica do entrevistado, a
experiência vivida por bolseiros moçambicanos em Wuhan, na China, o
epicentro da doença.
Explica
que a quarentena não é sinónimo de prazer de ver os outros fechados em
quatro paredes, mas sim para ver o indivíduos e a sociedade livres desta
doença. Pormenores sobre este assunto na página2 da presente edição.

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