SADC debate gestão de desastres naturais
Os ministros da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC),
responsáveis pela gestão de riscos de desastres naturais, terminam hoje, em
Zanzibar, na Tanzania, um encontro para identificar uma melhor abordagem para
gerir calamidades, na sequência das secas e inundações que assolam a região.
A ministra de Estado da Tanzania no Gabinete do Primeiro-Ministro,
responsável por Políticas,
Assuntos Parlamentares, Trabalho, Emprego, Juventude e Pessoas com
Deficiência, Jenista
Mhagama, disse na quinta-feira que os participantes discutem formas de
melhorar as capacidades
técnicas e financeiras necessárias paar enfrentar secas e inundações.
“O objectivo da reunião é reduzir o desvio dos orçamentos planificados para
a implementação de
projectos de desenvolvimento para financiar programas em áreas devastadas
por secas ou inundações”, disse Mhagama em conferência de imprensa na capital,
Dodoma.
Mhagama disse que a reunião, a ser realizada de 18 a 21 de Fevereiro,
também está a servir de plataforma para aprender das experiências de
Moçambique, Comores, Malawi e Zimbabwe, que
foram severamente atingidos pelos ciclones Idai e Kenneth em 2019.
A ministra referiu, na ocasião, que 13 dos 16 países membros da SADC foram
atingidos por uma seca severa em 2016 que afectou cerca de 40 milhões de
pessoas na região.
Em Novembro de 2016, os ministros da SADC responsáveis pela gestão de
riscos de desastres reuniram-se nas Maurícias e adoptaram a Estratégia Regional
de Preparação e Resposta a Desastres da SADC, com vista à melhoria das
intervenções coordenadas contra desastres na região.
Segundo a AIM, os ministros anotaram que os fundos reservados a nível
regional para coordenar questões de redução de riscos de desastres, incluindo
respostas a desastres, eram insuficientes.
A Tanzania assume, actualmente, a presidência rotativa da SADC, organização
que tem por objectivo promover a integração regional e a erradicação da pobreza
na região através do desenvolvimento económico, consolidação da paz e
segurança.
Frelimo
Unidos, Fazemos Moçambique Desenvolver

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