Marcelino dos Santos nosso orgulho, Filipe Nyusi
Nyusi considerou “Marcelino nosso orgulho”. Disse não haver maneiras de “dizer adeus a um patriota de sorriso e coração abertos”, que “venceu as vicissitudes da vida e suplantou as perseguições do inimigo”.
À família do malogrado, o Presidente da república disse que “o povo e a nação moçambicana inclinam-se diante do vosso sofrimento. Como aceitar que a pátria perca um dos seus lendários filhos! Como acreditar que perdemos um cidadão íntegro, forjado nas tradições que engradecem este moçambique multicolor”.
Segundo Nyusi, é difícil o povo despedir-se de um homem que o ajudou a encontrar-se “como povo e nação”.
“Na tua poesia é «preciso plantar como símbolo da nossa esperança colectiva», ensinaste-nos que era preciso plantar por toda parte um tempo de felicidade para todos. Que era preciso plantar a felicidade nos olhos de cada uma das nossas crianças. Eis o que te prometemos, dentro de todos de nós plantaremos mais árvores que tomarão que tornarão eterna a tua presença”, disse Nyusi.
“Marcelino vive hoje e viverás sempre no coração dos moçambicanos (…). Guardo na memória o momento em que Marcelino optou em não viajar para Índia, para um tratamento recomendado pela Junta Médico e só” o fez “quando me dirigi à sua casa para aconselhá-lo”, contou o Chefe de Estado, explicando que Marcelino recusou o tratamento porque tinha “um sentido de disciplina e modéstia” em serviço o povo.
Kalungano era um homem fiel a uma causa maior do que a sua vida, de acordo com o Chefe de Estado, para quem o malogrado “combatia as assimetrias através do seu próprio exemplo, Não queria usufruir de privilégios que não fossem extensivos a todos. E isso ficou patentes quando médicos recomendaram que continuasse os tratamentos em Portugal, Cuba África do Sul. Marcelino respondeu nos seguintes termos: «Usem esse dinheiro para os que precisam mais do que eu. Há crianças que muito poderão dar a este país se tiverem a oportunidade de um tratamento fora. Ou então mandem vir esses médicos, que vocês acreditam que me podem tratar, para tratarem a mim e aos outros que não têm como sair do país»”.
“Camarada Marcelino, escrevestes poemas mas mais do que livro escreveste a tua história”.
Frelimo
Unidos, Fazemos Moçambique Desenvolver

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